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6 de agosto de 2018

Quem precisa ganhar com a política externa é a sociedade


Especialistas em relações internacionais Alberto Pfeifer e José Niemeyer debatem o papel do Estado na condução da política comercial

O Estado brasileiro precisa ter uma postura mais contundente no que diz respeito à política externa do País, de maneira que possa inserir as empresas nas cadeias globais de comércio e, com isso, colher benefícios para a população. Esse é um resumo do debate promovido pelo UM BRASIL, em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e o Ibmec, com o coordenador do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (GACInt) da USP, Alberto Pfeifer, e o coordenador da graduação em Relações Internacionais do Ibmec/RJ, José Niemeyer.

Na discussão, conduzida pelo jornalista Jaime Spitzcovsky, os entrevistados ressaltaram a necessidade de o governo brasileiro conduzir a política externa de maneira estratégica, além de não negligenciar as vantagens naturais do País e flexibilizar o papel do Ministério das Relações Exteriores (MRE) quanto às negociações com importadores.

“O interesse da política externa, ou da política comercial, não está no exterior. O interesse está em relação à sociedade brasileira, que precisa ganhar com ela”, afirma Niemeyer.

De acordo com Alberto Pfeifer, o Brasil precisa assumir as vantagens que têm no setor de commodities agrícolas em relação aos demais países e aperfeiçoar os negócios na área, além de investir em tecnologia para desenvolver práticas mais eficientes nesse ramo.

“Nossa agenda deve ser de continuidade com aprofundamento. Continuidade no sentido de que a nossa dinâmica de exportações, calcada hoje em commodities agrícolas, é uma vantagem comparativa e competitiva”, assegura. “Temos de continuar investindo em ciência e tecnologia como fizemos ao longo de décadas – e temos exemplos de parques tecnológicos da Petrobras, a Embrapa, todo o sistema de pesquisa e inovação do agronegócio brasileiro – e igualmente na capacidade empresarial brasileira”, completa Pfeifer. Assista à entrevista completa aqui.

 

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